Orientação

Juros abusivos: quando é possível revisar o contrato do banco

A parcela do empréstimo consome boa parte da renda, você paga há meses e o saldo devedor quase não diminui. Fica a impressão de que os juros estão altos demais e de que tem algo errado no contrato. Esta página explica, em linguagem simples, o que costuma ser considerado abusivo, o que é possível discutir e o que reunir.

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O que costuma ser considerado abusivo

Antes de tudo, um esclarecimento honesto: juros altos não são automaticamente ilegais. Bancos não estão sujeitos ao limite de 12% ao ano que muita gente ainda menciona. O que se analisa é outra coisa: se a taxa cobrada de você fugiu do que o mercado praticava naquele momento, para aquele mesmo tipo de crédito.

Feita essa ressalva, estes são os pontos que mais aparecem em contratos bancários:

Onde a conta costuma inchar: na maioria dos casos, o que mais pesa não é a taxa em si, mas o conjunto de tarifas e seguros embutidos no valor financiado, que passam a render juros durante todo o contrato.

O que é possível discutir

Quando a análise do contrato aponta alguma dessas situações, é possível ajuizar uma ação de revisão de contrato bancário. Nela, discute-se o recálculo da dívida com o afastamento do que for considerado indevido. A depender do resultado, isso pode significar a redução do saldo devedor e das parcelas, e, quando já houve pagamento a maior, a restituição dos valores.

É importante ter expectativa realista: o resultado depende do que o contrato efetivamente prevê, da comparação com as taxas médias da época e da prova produzida. Nem todo contrato apresenta abusividade, e uma análise séria começa dizendo isso.

O que fazer agora

  1. Peça o contrato ao banco. Você tem acesso à via completa, com o quadro de encargos e o custo efetivo total.
  2. Peça também o extrato da dívida. O demonstrativo mostra como cada parcela foi distribuída entre juros, tarifas e amortização.
  3. Continue pagando o que puder. Parar por conta própria costuma piorar a situação antes de qualquer discussão.
  4. Compare com a média do Banco Central. É esse confronto que indica se existe fundamento para revisar.

O que reunir antes de falar com um advogado

Perguntas frequentes

Juros altos são sempre abusivos?

Não. Ser alto não basta. O que se examina é se a taxa contratada destoa de forma relevante da média praticada pelo mercado para aquela mesma modalidade de crédito, na época da contratação, conforme os dados divulgados pelo Banco Central. Essa comparação é o ponto de partida da análise.

O que costuma ser discutido além da taxa?

Com frequência, a discussão alcança tarifas cobradas sem justificativa, seguros que o cliente não pediu e que foram embutidos na operação, capitalização de juros sem previsão contratual e a forma de cálculo dos encargos após o atraso.

Posso parar de pagar enquanto discuto?

Interromper os pagamentos por conta própria costuma agravar a situação, com inscrição em cadastros de inadimplentes e risco de perda do bem dado em garantia. Existem medidas processuais próprias para tratar disso, e elas devem ser avaliadas antes de qualquer decisão.

Serve para qualquer contrato?

A análise se aplica a diversas modalidades, como empréstimo pessoal, consignado, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de veículo ou imóvel. O que muda em cada uma é a média de mercado usada como referência e os encargos típicos.

Descobri um empréstimo consignado que não contratei.

Nesse caso a conversa é outra e costuma ser mais direta: além de parar os descontos, dá para pedir de volta o que já saiu do benefício ou do salário e, conforme o caso, uma indenização pelo transtorno.

Quem vai analisar o seu caso

Bueno & Steinmetz Advogados Associados

Escritório sediado em Três de Maio, no Rio Grande do Sul, com atendimento em todo o Brasil. Cada frente tem um advogado responsável, e a análise é feita caso a caso.

Eduardo Bueno, advogado
Eduardo Bueno OAB/RS 139.085
Eduardo Steinmetz, advogado
Eduardo Steinmetz OAB/RS 137.209

Desconfia que está pagando mais do que deveria?

A resposta está no contrato e no extrato da dívida. Envie uma mensagem para que um advogado do escritório possa analisar o seu caso e indicar se há o que discutir.

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Bueno & Steinmetz Advogados Associados · Três de Maio, RS · OAB/RS
Conteúdo de caráter meramente informativo, sem captação de clientela e sem promessa de resultado, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento nº 205/2021 do CFOAB. Esta página não substitui a análise individualizada de cada caso.