Orientação
Demissão por justa causa: o que fazer quando você discorda
Você foi chamado, ouviu que a saída seria por justa causa e saiu de lá sem quase nada. Talvez nem tenha entendido direito qual foi o motivo.
A justa causa é a punição mais pesada que existe na relação de trabalho, e justamente por isso a empresa precisa cumprir exigências que ela nem sempre cumpre. Discordar é possível, e o começo é entender onde essa demissão costuma cair.
Falar no WhatsAppO que muda no seu bolso
Antes de discutir o motivo, é útil ver o tamanho da diferença. A justa causa é a forma de saída que menos paga, e é por isso que ela merece conferência mesmo quando a pessoa reconhece que errou em alguma coisa.
Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.
Falar com advogadoOnde a justa causa costuma cair
Existir um motivo não basta. A empresa precisa ter agido de um jeito específico, e é aí que a maior parte dessas demissões não se sustenta.
O que fazer nos primeiros dias
- Peça por escrito o motivo da saída. Você tem direito de saber exatamente do que está sendo acusado, e a acusação por escrito prende a empresa àquela versão.
- Guarde cópia de tudo o que assinou. Documento de saída, advertências anteriores, suspensões, e-mails e mensagens do período.
- Não discuta o mérito por mensagem com a chefia. O que você escreve no calor do momento costuma aparecer depois, e raramente ajuda.
- Anote nomes e datas enquanto está fresco. Quem estava presente, quem soube do fato e quando cada coisa aconteceu.
- Confira se a empresa já tinha punido você por aquilo. É o ponto que mais derruba justa causa, e costuma estar documentado.
Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.
Falar com advogadoOnde a chance é real e onde é mais difícil
Vale a franqueza: nem toda justa causa é injusta, e uma análise séria começa dizendo isso. O que decide não é a sua indignação, é o que a empresa consegue demonstrar e como ela agiu.
A chance costuma ser real quando a empresa demorou a punir, quando já havia advertência ou suspensão pelo mesmo fato, quando não existe nada que comprove a acusação, quando a punição é desproporcional ao ocorrido e quando você nunca tinha sido advertido antes.
Costuma ser mais difícil quando o fato é grave por si só, está documentado e houve advertências anteriores por condutas parecidas. Aí a discussão perde força, e é melhor saber disso antes.
Quando a justa causa não se sustenta, o efeito prático é a conversão da saída em demissão sem justo motivo, com o pagamento do que foi negado e a liberação do fundo e do seguro-desemprego. Conforme o caso, cabe ainda discutir uma indenização, principalmente quando a acusação foi divulgada dentro da empresa.
O que reunir antes de falar com um advogado
- Documento de saída e o comunicado da demissão, se houver
- Carteira de trabalho e contracheques dos últimos meses
- Advertências e suspensões que você recebeu, mesmo as antigas
- Mensagens e e-mails relacionados ao que motivou a saída
- Nomes de colegas que presenciaram os fatos
- Registro de ponto do período, se você tiver acesso
Como funciona quando você chama
Muita gente desiste antes de perguntar, achando que assinar os papéis encerrou o assunto. Não encerrou. São três passos, e nenhum deles obriga você a nada.
Perguntas frequentes
Fui demitido por justa causa. O que eu deixo de receber?
É a saída que menos paga. Você perde o aviso prévio, o décimo terceiro proporcional, as férias proporcionais e a multa sobre o FGTS, não pode sacar o fundo e não tem direito ao seguro-desemprego. Continuam devidos o salário dos dias trabalhados e as férias que já estavam vencidas. Essa diferença enorme é o motivo pelo qual vale conferir se a justa causa se sustenta.
A empresa precisa provar o motivo?
Precisa, e isso costuma surpreender. Quem afirma que houve falta grave é a empresa, e é ela quem tem de demonstrar o que aconteceu. Você não precisa provar que não fez. Muitas justas causas caem exatamente aí: a empresa tinha convicção interna do que ocorreu, mas não tinha como demonstrar.
Já tinha recebido advertência pelo mesmo fato. Isso muda alguma coisa?
Muda bastante. Não se pune duas vezes o mesmo fato. Se a empresa já aplicou advertência ou suspensão por aquilo, aquele episódio foi encerrado e não pode voltar depois como fundamento da justa causa. É um dos erros mais comuns e um dos mais fáceis de demonstrar, porque costuma estar tudo por escrito.
A empresa demorou meses para me punir. Isso importa?
Importa muito. A punição precisa vir logo depois do fato ou da descoberta dele. Quando a empresa sabia e conviveu com a situação por semanas ou meses, entende-se que ela própria não considerou aquilo tão grave, e a justa causa perde força. Demora sem explicação é um dos pontos que mais derrubam esse tipo de demissão.
Assinei os papéis da demissão. Ainda dá para discutir?
Dá. Assinar o documento de saída não significa concordar com o motivo, e não impede questionar depois. Assinar é, na prática, reconhecer que você recebeu aqueles valores, e não que a acusação era verdadeira. Se puder, guarde cópia de tudo o que assinou.
Quanto tempo eu tenho para questionar?
O prazo é de dois anos contados da saída, e dentro dele só é possível cobrar o que se refere aos últimos cinco anos de trabalho. Mesmo assim, procurar cedo ajuda muito: documento se perde, colega muda de emprego e memória de detalhe se apaga.
Como o escritório atua neste assunto
Frente do escritório Direitos do trabalhador Para quem foi demitido ou ainda está na empresa. Ver como atuamos →Atualizada em
Quem vai analisar o seu caso
Bueno & Steinmetz Advogados Associados
Atendimento presencial e online. A análise é feita caso a caso.
@bueno.steinmetzDiscorda do motivo que colocaram na sua saída?
A justa causa se sustenta ou não conforme o que a empresa consegue provar e como ela agiu. Envie uma mensagem contando o que aconteceu: um advogado do escritório vai analisar o seu caso.
Falar no WhatsAppOnde conferir
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